Esta semana assisti ao filme "Sabores do Palácio" que conta a história de Hortense Laborie, baseada na história real da chef de cozinha Daniele Mazet-Delpeuch, uma chef de cozinha muito bem conceituada em seu meio que é indicada pelo Ministro da cultura da França para ser a Chef de cozinha de François Miterrand.
Um fato que me inspirou na receita de hoje foi a utilização dos cogumelos frescos Girolles e Morilles em suas receitas. Eu não havia experimentado estes cogumelos, mas já os tinha visto para vender no supemercado em duas versões: em conserva e desidratados.
O livro Mestre Cuca Larrousse fala um pouquinho deles. As Girolles ou Chanterelles são muito utilizados na França e como são muito frageis a importação do produto fresco não é simples . As Morilles dão na primavera, e como é um tipo de cogumelo muito raro e caro são servidos como acompanhamento. Eu escolhi usar o Girolles em conserva, mas caso você escolha o seco deixe hidratar por 30 minutos, agite o cogumelos na água para eliminar possíveis sujeiras, e se desejar usar a água, coe em um coador de papel.
O Girolles possui sabor bem delicado e sutil, cor dourada e textura macia sem ser escorregadio como o shitake ou shimeji.
Além dos cogumelos frescos Girolles ou Chanterelles e Morilles ela usa em mais de uma cena trufas negras. A trufa negra é um fungo silvestre que brota nas raízes de árvores como carvalho e avelã. As de Périgord, onde está localizada a fazenda de Hortense, são as mais desejadas Com sabor intenso e único é uma verdadeira iguaria. Ela prepara uma torrada para o Miterrand com lâminas sobrepostas de trufas, que foram colhidas em sua fazenda, que é de dar inveja em qualquer chef. A trufa é um dos ingredientes mais caro da alta gastronomia, o quilo pode custar de 1.000 a 3.000 dólares.
Vamos a receita!!
Ingredientes
200 g de fusilli
1 vidro de Girolles em conserva
1/2 cebola batidinha na faca
200 ml de creme de leite fresco
1 colher de sobremesa de endro
1 colher de sopa de manteiga
1 xícara de espumante (ou vinho branco, sempre lembrando de usar vinho de boa qualidade, de preferência o que estiver bebendo)
Sal a gosto
Cozinhe o macarrão de acordo com a embalagem. Em uma frigideira doure a cebola e acrescente os cogumelos escorridos, refogue por 3 minutos. Acrescente o espumante e deixe evaporar. Coloque o endro e o creme de leite. Deixe ferver por 1 minuto e misture o macarrão, envolvendo toda a massa no molho. Salpique com queijo Grana Padano e sirva. Rende 2 porções.
Caso queira uma receita mais leve substitua creme de leite por 200 ml de leite desnatado e 1 colher de sobremesa de farinha de trigo. Quando a cebola estiver dourada acrescente a farinha de trigo e os cogumelos e refogue por 3 minutos. Depois que o champanhe evaporar coloque o leite.
Bom apetite!!
sábado, 31 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Cookie de castanhas e chocolate amargo
Fazer cookies é sempre uma delícia porque eles são sempre bonitinhos, crocantes e gostosos.
A receita de hoje eu retirei do livro Larrousse do Chocolate. É uma receita simples, mas com ingredientes nem tanto! Isto é porque ela leva açúcar demerara e flor de sal.
O açúcar demerara está entre o açúcar cristal e o açúcar mascavo quando se fala em refinamento, ele é marrom bem claro e possui os grãos maiores que o cristal. A maioria das marcas que existem no mercado são orgânicos.
A flor de sal é um pequeno cristal que se forma na superfície das águas das salinas. Para que esta formação aconteça é necessário que a temperatura e a radiação solar sejam elevadas. Elas são colhidas manualmente de forma artesanal e não sofrem qualquer processamento para serem vendidas. Nas preparações ela traz uma sensação bem gostosa na boca, principalmente em receitas doces. O sal desmancha na boca contrastando com o doce da receita.
Ingredientes
225 g de farinha de trigo
1/2 colher de sopa de fermento em pó
150 g de manteiga em temperatura ambiente
240 g de açúcar demerara
1 colher de café de flor de sal
1 ovo e meio (misture a gema com a clara e utilize 2 colheres de sopa para dar 1/2 ovo)
100 g de castanhas picadas (utilizei castanha do Pará, amêndoas e nozes)
200 g de gotas de chocolate meio amargo
Peneire a farinha com o fermento. Bata a manteiga na batedeira até ficar cremosa, adicione o açúcar e a flor de sal e bata por mais 3 minutos. Mude o batedor da batedeira para o raquete e acrescente as castanhas e as gotas de chocolate, bata por mais 2 minutos. Embale a massa em um pedaço de filme plástico e deixe descansar na geladeira por 2 horas. Retire da geladeira e faça bolinhas com a massa e aperte para ficar no formato de cookie e coloque na assadeira forrada com papel manteiga. Pré aqueça o forno a 170 º e asse até o fundo ficar levemente dourado (no meu forno 30 minutos).
Bom apetite! O cookie combina muito bem com chá ou café espresso!
J
A receita de hoje eu retirei do livro Larrousse do Chocolate. É uma receita simples, mas com ingredientes nem tanto! Isto é porque ela leva açúcar demerara e flor de sal.
O açúcar demerara está entre o açúcar cristal e o açúcar mascavo quando se fala em refinamento, ele é marrom bem claro e possui os grãos maiores que o cristal. A maioria das marcas que existem no mercado são orgânicos.
A flor de sal é um pequeno cristal que se forma na superfície das águas das salinas. Para que esta formação aconteça é necessário que a temperatura e a radiação solar sejam elevadas. Elas são colhidas manualmente de forma artesanal e não sofrem qualquer processamento para serem vendidas. Nas preparações ela traz uma sensação bem gostosa na boca, principalmente em receitas doces. O sal desmancha na boca contrastando com o doce da receita.
Ingredientes
225 g de farinha de trigo
1/2 colher de sopa de fermento em pó
150 g de manteiga em temperatura ambiente
240 g de açúcar demerara
1 colher de café de flor de sal
1 ovo e meio (misture a gema com a clara e utilize 2 colheres de sopa para dar 1/2 ovo)
100 g de castanhas picadas (utilizei castanha do Pará, amêndoas e nozes)
200 g de gotas de chocolate meio amargo
Peneire a farinha com o fermento. Bata a manteiga na batedeira até ficar cremosa, adicione o açúcar e a flor de sal e bata por mais 3 minutos. Mude o batedor da batedeira para o raquete e acrescente as castanhas e as gotas de chocolate, bata por mais 2 minutos. Embale a massa em um pedaço de filme plástico e deixe descansar na geladeira por 2 horas. Retire da geladeira e faça bolinhas com a massa e aperte para ficar no formato de cookie e coloque na assadeira forrada com papel manteiga. Pré aqueça o forno a 170 º e asse até o fundo ficar levemente dourado (no meu forno 30 minutos).
Bom apetite! O cookie combina muito bem com chá ou café espresso!
J
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Cinco cervejas de mulherzinha
O título do post pode ser engraçado, mas quando você terminar de lê-lo verá que é a mais pura verdade!!! As cervejas que vou citar são extremamente femininas. Se você é mulher e ainda não experimentou, vá por mim, elas valem a pena! Se você é homem e gosta de alguma delas não se envergonhe elas são realmente saborosas! Coloquei-as em ordem decrescente de feminilidade.
Grimor nº 21 - Se essa cerveja não foi criada pensando em uma mulher, nenhuma mais foi... O site da cerveja a apresenta como uma Herb Beer de baixa fermentação, corpo leve, e extremamente suave. Sua coloração é dourada, levemente rosada e de turbidez delicada. Os aromáticos do malte e lúpulo, bem como seu amargor, são sutis e não sobrepõem os aromáticos agradáveis das flores. Os acordes finais da cerveja são os conjuntos desta mistura de ingredientes e essências, com final seco, residual perfumado e especialmente refrescante. Essa cerveja é elaborada com pétalas de rosa e hibisco (não espere uma cerveja doce e com gosto de flor), o que já é muito romântico. Imagina quando descobri que ela é rosa, eu não acreditei. Essa cerveja é feminina demais! Teor alcoólico: 4,5 % Preço: R$14,89 (Mamãe Bebidas)
Deus Brut des Flandres - Essa é uma Bière de Champagne que sempre tive vontade de experimentar mas não tinha coragem de pagar o preço. Eis que meu irmão me deu uma garrafa de presente de aniversário. Uma coisa eu digo: é uma experiência única! Ela é tão doce e perfumada que não conseguimos beber mais que duas taças. Eu diria que ela é uma cerveja de sobremesa, como os vinhos de colheita tardia.
A garrafa, o processo de fabricação e a forma de beber essa cerveja são um luxo. A cerveja é fabricada como se fosse um champanhe, e passa por dois processos de fermentação, um fora da garrafa na Bélgica e outro dentro da garrafa na região de Champanhe na França, onde passa pelo processo de remuage (as garrafas são inclinadas e giradas 90º diariamente para que as impurezas fiquem no gargalo e a bebida se torne límpida). Essa é a única das cinco cervejas que citei na qual você não percebe qualquer amargor.
Beber cerveja em taça de champanhe só pode ser mulherzinha...
É importante dizer que usar a taça flauta não é frescura e é fundamental para manter o creme da cerveja e a perlage (bolhinhas) por mais tempo. Teor alcoólico: 11,5 % Preço: R$153,99 (Emporio Veredas)
Medieval - Segundo o site da Backer , esta é uma legítima Blond Ale tipo Abadia, dourada, com
maltes especiais, lúpulos florais e condimentados e o frutado típico das levedura belgas. Encorpada, de espuma cremosa e aroma de longa persistência. Essa cerveja é a tipica cerveja da mulher que diz não gostar de cerveja e quando bebe adora. Primeiro ela tem uma garrafa fofa, que quando foi lançada tinha o charme de ser lacrada com cera de vela (hoje tem só um pouquinho de cera na tampa). Segundo ela é adocicada sem ser enjoativa e terceiro ela tem uma espuma densa, cremosa e macia. Teor alcoólico: 6,7 % Preço: R$12,90 (Super Nosso)
Leffe Blond - Apesar da cervejaria Backer apresentar a Medieval como uma legitima Blond Ale tipo Abadia, acredito que a Leffe seja mais legitima. Essa cerveja é produzida desde o século XIII pelos monges da Abadia de Leffe, e é a Blond Ale mais consumida no mundo. Ela é muito saborosa, e se você está acostumado a bebê-la vai reconhecê-la mesmo sem ver a garrafa. Quando estava em Paris, pedi um chopp em um bistrô, após o primeiro gole, comentei com o meu marido que ele tinha gosto de Leffe. Ele chamou o garçom e perguntou qual era o chopp e adivinhem...era Leffe. Essa é sem dúvida a minha cerveja preferida. Essa Blond Ale é dourada, encorpada, cremosa e possui um sutil dulçor no final. Uma única long neck já faz uma mulher, que gosta de cerveja, feliz! Teor alcoólico: 6,6 % Preço: R$6,99 (Mamãe Bebidas)
Stella Artois - O nome já é feminino e significa estrela, o tamanho da garrafa também é muito apropriado para mulheres que tomam cerveja mais devagar, como é menor fica gelada até o final. A Stella Artois é uma Pilsner Lager, é a que mais se parece com as tradicionais cervejas pilsen, a diferença é que ela tem mais sabor. Ela é fabricada no interior da Bélgica desde de 1926 pela cervejaria Den Hoolrn, uma das mais antigas do mundo (1366). Teor alcoólico: 5,2% Preço: R$2,69 (Super Nosso)
Desejo a todos uma ótima degustação!!!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Bolo de banana
Gosto muito de bolo de banana, mas ainda não encontrei a receita para chamar de minha. A de hoje não é diferente! Este bolo não tem a textura que eu esperava. O bolo pode ser fofinho como o do interior de Minas, mais seco como uma broa de fubá, um pouco úmido como o bolo de Natal ou muito úmido como um brownie. A textura deste não é nenhuma destas citadas, mas sim, uma massa elástica, parece mais um pão.
Esta receita de bolo de banana é do livro Comidas Rápidas e Saudaveis da Seleções Reader's Digest e tem a seguinte apresentação: "Rápido e fácil de preparar, este bolo, com gosto de "quero mais", é um lanche saudável para as crianças, até mesmo na hora do recreio. É melhor quando preparado com bananas bem maduras e, portanto, uma boa forma de aproveitar aquelas que estão há algum tempo na fruteira."
Além desta apresentação tem um comentário que este bolo contém menos açúcar que um bolo de banana convencional. Na verdade ao fazer a receita eu percebi que não tem menos açúcar, quando você pesa os 50 g de açúcar mascavo indicado na receita é equivalente a 1 xícara de chá o que não é pouco, é uma quantidade normal para um bolo.
Quando penso em banana lembro imediatamente em mel e aveia, o que nos dá a opção de enriquecer nutricionalmente o nosso bolo com fibras e sais minerais. O livro sugere também acrescentar nozes e iogurte para transformar a receita em muffins de banana, mas prefiro não arriscar.
Não basta ter a proposta de light, como eu disse no post do suco verde, tem que ser gostoso também! Assim que encontrar uma receita maravilhosa e rica nutricionalmente de bolo de banana publicarei aqui!
Esta receita de bolo de banana é do livro Comidas Rápidas e Saudaveis da Seleções Reader's Digest e tem a seguinte apresentação: "Rápido e fácil de preparar, este bolo, com gosto de "quero mais", é um lanche saudável para as crianças, até mesmo na hora do recreio. É melhor quando preparado com bananas bem maduras e, portanto, uma boa forma de aproveitar aquelas que estão há algum tempo na fruteira."
Além desta apresentação tem um comentário que este bolo contém menos açúcar que um bolo de banana convencional. Na verdade ao fazer a receita eu percebi que não tem menos açúcar, quando você pesa os 50 g de açúcar mascavo indicado na receita é equivalente a 1 xícara de chá o que não é pouco, é uma quantidade normal para um bolo.
Quando penso em banana lembro imediatamente em mel e aveia, o que nos dá a opção de enriquecer nutricionalmente o nosso bolo com fibras e sais minerais. O livro sugere também acrescentar nozes e iogurte para transformar a receita em muffins de banana, mas prefiro não arriscar.
Não basta ter a proposta de light, como eu disse no post do suco verde, tem que ser gostoso também! Assim que encontrar uma receita maravilhosa e rica nutricionalmente de bolo de banana publicarei aqui!
sábado, 24 de janeiro de 2015
Gewürztraminer e Biriani de frango
Eu não sou uma enóloga ou sommelier, mas gosto de manter minha adega com boas opções de vinhos, e quem me ajuda nesta empreitada é a Poliana da Premium Wine, uma importadora de vinhos daqui de Belo Horizonte que fica em uma casa muito charmosa na rua Estevão Pinto, inclusive onde o próprio Estevão Pinto morou. Quando minha adega está ficando vazia me sento com ela e fazemos uma seleção de vinhos tintos, brancos e espumantes com características distintas para ocasiões variadas. Na minha última visita folheando o catálogo de vinhos, comentei que nunca havia tomado um vinho da uva Gewürztraminer e ela me sugeriu levar 2 garrafas para conhecer, uma da Nova Zelândia e outra da Alsácia.
Segundo a Larrousse do Vinho, em alemão, Gewürtz significa especiaria o que nos dá uma boa indicação da personalidade dessa cepa, que viceja nas duas margens do Reno, na Alsácia e no sul da Alemanha, assim como no norte da Itália e na Áustria. O vinho de Gewürztraminer é um dos mais fáceis de reconhecer. Tem um frutado pronunciado comparado ao da lichia ou manga, muito marcado por toques de especiarias. Fora dos vinhedos do centro da Europa esta uva é cultivada na Califórnia e na Nova Zelândia.
Para conseguir perceber a diferença do vinho da Alsácia para o da Nova Zelândia eu teria que beber os dois no mesmo dia, para me ajudar nesta tarefa eu convidei a minha cunhada e o marido para um jantar em minha casa. A idéia era preparar um prato típico da Alsácia para acompanhar o vinho, mas após muito pesquisar sobre a melhor harmonização para a uva Gewürztraminer optei por fazer um prato indiano (Biriani de frango) e servi como entrada a terrine de frango com lombo defumado (do post anterior), o chutney de manga (que fiz esta semana), pães (de abobrinha, azeitona e chá) e queijos mineiros.
Os vinhos são deliciosos, frutados e doces na medida certa, sem serem enjoativos. O da Alsácia tem uma cor mais dourada e o dulçor e aroma de frutas mais elegante do que o da Nova Zelândia, neste os sabores são mais pronunciados. A harmonização com o Biriani de frango ficou perfeita.
O Biriani é um prato originário do norte da Índia, que tornou-se clássico das refeicões festivas; é uma mistura de arroz e camarões (frango ou cordeiro) com especiarias e castanha de caju.
A base desta receita eu retirei do livro Larrousse da Cozinha do Mundo - Ásia e Oceania, a quantidade dos ingredientes abaixo servem 4 pessoas.
Vamos a receita!
Ingredientes
600 g de sobrecoxa de frango desossada picada em cubos grandes
50 g de castanha de caju
2 cebolas
Óleo de soja (usei óleo de amendoim)
200 g de arroz
1 colher de sobremesa rasa de sal
2 dentes de alho
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
1 colher de chá de garam masala
170 g de iogurte natural sem adoçar
700 ml de água
Ingredientes do biriani
4 cravos
8 pimentas do reino
1/2 colher de café de cardamomo em pó
1/2 colher de café de cúrcuma
1/2 colher de café de canela em pó
Rale uma cebola e misture com o gengibre, o garam masala, o alho espremido e o sal. Espalhe esta pasta no frango e acrescente o iogurte, deixe marinar por 2 horas. Pique a castanha de caju e fatie finamente a outra cebola. Triture em um pilão as especiarias do biriani. Doure a castanha de caju no óleo e reserve. Na mesma panela com o óleo aromatizado pela castanha de caju doure a cebola, e acrescente o biriani triturado mexendo por 2 minutos. Acrescente o frango e refogue até que o frango esteja cozido. Coloque o arroz e mexa por mais 2 minutos. Acrescente a água e deixe o arroz cozinhar na panela tampada até que absorva toda a água. Acerte o sal caso seja necessário. Quando estiver pronto acrescente as castanhas de caju.
Esta receita, assim como toda culinária indiana, é bem aromática!!! Bom apetite!!!
Segundo a Larrousse do Vinho, em alemão, Gewürtz significa especiaria o que nos dá uma boa indicação da personalidade dessa cepa, que viceja nas duas margens do Reno, na Alsácia e no sul da Alemanha, assim como no norte da Itália e na Áustria. O vinho de Gewürztraminer é um dos mais fáceis de reconhecer. Tem um frutado pronunciado comparado ao da lichia ou manga, muito marcado por toques de especiarias. Fora dos vinhedos do centro da Europa esta uva é cultivada na Califórnia e na Nova Zelândia.
Para conseguir perceber a diferença do vinho da Alsácia para o da Nova Zelândia eu teria que beber os dois no mesmo dia, para me ajudar nesta tarefa eu convidei a minha cunhada e o marido para um jantar em minha casa. A idéia era preparar um prato típico da Alsácia para acompanhar o vinho, mas após muito pesquisar sobre a melhor harmonização para a uva Gewürztraminer optei por fazer um prato indiano (Biriani de frango) e servi como entrada a terrine de frango com lombo defumado (do post anterior), o chutney de manga (que fiz esta semana), pães (de abobrinha, azeitona e chá) e queijos mineiros.
Os vinhos são deliciosos, frutados e doces na medida certa, sem serem enjoativos. O da Alsácia tem uma cor mais dourada e o dulçor e aroma de frutas mais elegante do que o da Nova Zelândia, neste os sabores são mais pronunciados. A harmonização com o Biriani de frango ficou perfeita.
O Biriani é um prato originário do norte da Índia, que tornou-se clássico das refeicões festivas; é uma mistura de arroz e camarões (frango ou cordeiro) com especiarias e castanha de caju.
A base desta receita eu retirei do livro Larrousse da Cozinha do Mundo - Ásia e Oceania, a quantidade dos ingredientes abaixo servem 4 pessoas.
Vamos a receita!
Ingredientes
600 g de sobrecoxa de frango desossada picada em cubos grandes
50 g de castanha de caju
2 cebolas
Óleo de soja (usei óleo de amendoim)
200 g de arroz
1 colher de sobremesa rasa de sal
2 dentes de alho
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
1 colher de chá de garam masala
170 g de iogurte natural sem adoçar
700 ml de água
Ingredientes do biriani
4 cravos
8 pimentas do reino
1/2 colher de café de cardamomo em pó
1/2 colher de café de cúrcuma
1/2 colher de café de canela em pó
Rale uma cebola e misture com o gengibre, o garam masala, o alho espremido e o sal. Espalhe esta pasta no frango e acrescente o iogurte, deixe marinar por 2 horas. Pique a castanha de caju e fatie finamente a outra cebola. Triture em um pilão as especiarias do biriani. Doure a castanha de caju no óleo e reserve. Na mesma panela com o óleo aromatizado pela castanha de caju doure a cebola, e acrescente o biriani triturado mexendo por 2 minutos. Acrescente o frango e refogue até que o frango esteja cozido. Coloque o arroz e mexa por mais 2 minutos. Acrescente a água e deixe o arroz cozinhar na panela tampada até que absorva toda a água. Acerte o sal caso seja necessário. Quando estiver pronto acrescente as castanhas de caju.
Esta receita, assim como toda culinária indiana, é bem aromática!!! Bom apetite!!!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Terrine de frango com lombo defumado
Terrine é uma preparação francesa servida fria como entrada, acompanhando pães e torradas como se fosse um patê ou fatiada com uma salada de folhas verdes, ambas as opções são maravilhosas. Na França é muito comum este prato ser preparado com carnes de caça, na Fauchon por exemplo, vende o kit com cinco latinhas de terrines: coelho, porco, veado, pato e ganso.
Esta preparação é simples, mas, exige paciência, pois você vai precisar de pelo menos 3 dias entre a marinada e o prato pronto.
A preparação da terrine consiste em marinar a carne, triturar, e assar em banho Maria.
A marinada leva um tipo ou dois de bebida alcóolica, ervas secas e frescas. Um ingrediente importante na marinada é qual bebida alcóolica você irá utilizar, qualquer que seja tem que ser de boa qualidade, isto porque a bebida deixa muito sabor na carne. A terrine de pernil fica muito boa quando se coloca o gin, mas se você não gosta do sabor do zimbro deve escolher rum ou conhaque. O uísque deixa a terrine com um sabor bem alcóolico. O vinho deixa o sabor mais harmônico. Na receita de hoje usei um espumante rosé para uma terrine mais leve. Como usei apenas 1/2 garrafa do espumante eu e meu marido tomamos a outra metade enquanto descascávamos o pistache que ele comprou com casca... Percebe como é bom utilizar bebidas de boa qualidade?
Ao escolher a carne eu sempre coloco alguma defumada (lombo ou linguiça) para dar sabor e o peito de frango para deixar o prato menos gorduroso. Já fiz terrine de pernil, pato, frango, lombo e linguiça.
Para montagem da terrine eu utilizo aquelas marmitinhas antigas que vem com tampa, acho mais fácil pressionar a carne a ter que colocar um peso na assadeira, além disso acho estas marmitinhas muito charmosas, elas são tão retrô. Para fazer uma marmita grande e uma pequena eu utilizo 1 kg de carne.
Vamos a receita!
Ingredientes
600 g de peito de frango sem osso
400 g de lombo defumado
1/2 garrafa de espumante rosé
3 folhas de louro
5 folhas de sálvia
1 galhinho de tomilho
Noz moscada ralada na hora
Pimenta do reino moída na hora
1 caixinha de bacon fatiado
1 xícara de pistache salgado sem casca
1 cebola pequena
1 ovo
Pique em cubos o frango e o lombo defumado e a cebola em fatias finas, coloque para marinar com o espumante, louro, sálvia, tomilho, noz moscada e pimenta do reino por 24 horas. No dia seguinte triture a carne com a cebola no mixer ou máquina de moer carne, acrescente o ovo e misture até ficar bem incorporado. Acrescente o pistache. Forre as marmitinhas com o bacon fatiado conforme foto abaixo e encha o marmitex com a carne triturada até ficar bem cheio. Regue com a marinada e feche a marmitinha pressionando a carne. Leve para assar em banho Maria por 1 hora e 45 minutos.
Esta preparação é simples, mas, exige paciência, pois você vai precisar de pelo menos 3 dias entre a marinada e o prato pronto.
A preparação da terrine consiste em marinar a carne, triturar, e assar em banho Maria.
A marinada leva um tipo ou dois de bebida alcóolica, ervas secas e frescas. Um ingrediente importante na marinada é qual bebida alcóolica você irá utilizar, qualquer que seja tem que ser de boa qualidade, isto porque a bebida deixa muito sabor na carne. A terrine de pernil fica muito boa quando se coloca o gin, mas se você não gosta do sabor do zimbro deve escolher rum ou conhaque. O uísque deixa a terrine com um sabor bem alcóolico. O vinho deixa o sabor mais harmônico. Na receita de hoje usei um espumante rosé para uma terrine mais leve. Como usei apenas 1/2 garrafa do espumante eu e meu marido tomamos a outra metade enquanto descascávamos o pistache que ele comprou com casca... Percebe como é bom utilizar bebidas de boa qualidade?
Ao escolher a carne eu sempre coloco alguma defumada (lombo ou linguiça) para dar sabor e o peito de frango para deixar o prato menos gorduroso. Já fiz terrine de pernil, pato, frango, lombo e linguiça.
Para montagem da terrine eu utilizo aquelas marmitinhas antigas que vem com tampa, acho mais fácil pressionar a carne a ter que colocar um peso na assadeira, além disso acho estas marmitinhas muito charmosas, elas são tão retrô. Para fazer uma marmita grande e uma pequena eu utilizo 1 kg de carne.
Vamos a receita!
Ingredientes
600 g de peito de frango sem osso
400 g de lombo defumado
1/2 garrafa de espumante rosé
3 folhas de louro
5 folhas de sálvia
1 galhinho de tomilho
Noz moscada ralada na hora
Pimenta do reino moída na hora
1 caixinha de bacon fatiado
1 xícara de pistache salgado sem casca
1 cebola pequena
1 ovo
Pique em cubos o frango e o lombo defumado e a cebola em fatias finas, coloque para marinar com o espumante, louro, sálvia, tomilho, noz moscada e pimenta do reino por 24 horas. No dia seguinte triture a carne com a cebola no mixer ou máquina de moer carne, acrescente o ovo e misture até ficar bem incorporado. Acrescente o pistache. Forre as marmitinhas com o bacon fatiado conforme foto abaixo e encha o marmitex com a carne triturada até ficar bem cheio. Regue com a marinada e feche a marmitinha pressionando a carne. Leve para assar em banho Maria por 1 hora e 45 minutos.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Sopa de Pinot Noir com frutas vermelhas
Esta receita eu vi em uma revista Gula especial sobre vinhos, ela além de deliciosa tem outras vantagens: você pode guardar na geladeira por até 30 dias em um vidro esterelizado com tampa não metálica; ela é muito versátil, serve de acompanhamento para várias preparações; é fácil de fazer e suja apenas uma panela.
Apesar do nome, esta sopa é uma ótima opção de sobremesa para o calor, pois ela pode ser servida fria como acompanhamento de sorvete de creme, iogurte ou chocolate. Você pode usar figo e blueberries e servir com um sorvete de mascarpone, uma cheesecake ou pannacotta. No inverno sirva quente para dar o contraste com o gelado do sorvete, a sensação é deliciosa.
Quando fiz com figo, amora e blueberries mudei o nome para Sopa de Pinot Noir com frutas negras, ficou com uma cor linda! Servi com cheesecake e foi um sucesso total.
É importante acrescentar as frutas mais delicadas como amora, framboesa e blueberries nos últimos 20 minutos de fervura da preparação, o morango ou figo acrescentados antes, servem para deixar a sopa mais cremosa.
A casa fica com um cheiro maravilhoso enquanto a sopa ferve!
Ingredientes
1 garrafa de 750 ml de vinho Pinot Noir
250 g de açúcar
Suco de 1 laranja
Suco de 1 limão
1 cm de canela em pau
1 fava de baunilha ou 1 colher de sobremesa de essência de baunilha
1 kg de frutas vermelhas (hoje usei 0,5 kg de morango e 0,5 kg de amora)
Amêndoa laminada
Coloque em uma panela o vinho, o açúcar, o suco da laranja e do limão, a canela em pau e deixe ferver por 20 minutos. Acrescente o morango/ figo e ferva por mais 20 minutos. Acrescente a amora/ framboesa/ blueberries e ferva por mais 20 minutos. Coloque a amêndoa em uma frigideira e doure. Sirva a sopa no fundo de uma taça de sobremesa com o sorvete por cima e por último finalize com as amêndoas laminadas.
Apesar do nome, esta sopa é uma ótima opção de sobremesa para o calor, pois ela pode ser servida fria como acompanhamento de sorvete de creme, iogurte ou chocolate. Você pode usar figo e blueberries e servir com um sorvete de mascarpone, uma cheesecake ou pannacotta. No inverno sirva quente para dar o contraste com o gelado do sorvete, a sensação é deliciosa.
Quando fiz com figo, amora e blueberries mudei o nome para Sopa de Pinot Noir com frutas negras, ficou com uma cor linda! Servi com cheesecake e foi um sucesso total.
É importante acrescentar as frutas mais delicadas como amora, framboesa e blueberries nos últimos 20 minutos de fervura da preparação, o morango ou figo acrescentados antes, servem para deixar a sopa mais cremosa.
A casa fica com um cheiro maravilhoso enquanto a sopa ferve!
Ingredientes
1 garrafa de 750 ml de vinho Pinot Noir
250 g de açúcar
Suco de 1 laranja
Suco de 1 limão
1 cm de canela em pau
1 fava de baunilha ou 1 colher de sobremesa de essência de baunilha
1 kg de frutas vermelhas (hoje usei 0,5 kg de morango e 0,5 kg de amora)
Amêndoa laminada
Coloque em uma panela o vinho, o açúcar, o suco da laranja e do limão, a canela em pau e deixe ferver por 20 minutos. Acrescente o morango/ figo e ferva por mais 20 minutos. Acrescente a amora/ framboesa/ blueberries e ferva por mais 20 minutos. Coloque a amêndoa em uma frigideira e doure. Sirva a sopa no fundo de uma taça de sobremesa com o sorvete por cima e por último finalize com as amêndoas laminadas.
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